Morre aos 74 anos o cantor e compositor Tonho Baixinho, nome da música sergipana

 Morre aos 74 anos o cantor e compositor Tonho Baixinho, nome da música sergipana

Mercado Thales Ferraz, em Aracaju (imagem de arquivo, 2022). Foto: Paul R. Burley/Wikimedia Commons – CC0

O cantor e compositor Tonho Baixinho morreu na manhã de segunda-feira (19), em Aracaju, aos 74 anos, após sofrer um infarto em sua residência. A morte foi confirmada pelo Sindicato dos Músicos de Sergipe (Sindmuse), informou o g1 Sergipe.

Familiares, amigos e admiradores se reuniram na manhã de terça-feira (20) para as últimas homenagens ao artista no Cemitério Colina da Saudade, em Aracaju, onde ele foi sepultado.

Trajetória

Também conhecido como Tom Robson, Antônio Robson Barreto Pereira iniciou a carreira musical ainda jovem, em programas de calouros nas rádios sergipanas. Integrou conjuntos como The Top’s, Os Nômades e Os Vikings, importantes para a história da música sergipana.

Na década de 1970, participou de festivais de música e venceu o Festival Estanciano da Canção com a música “O Claro e o Escuro”. Além da música, atuou no teatro e estudou no Rio de Janeiro com o dramaturgo Augusto Boal.

Produção e carnaval

Na área musical, Tonho Baixinho trabalhou na produção de discos e manteve uma parceria de décadas com o cantor Irmão. O artista também atuou no Carnaval de Aracaju, participando do resgate do carnaval de rua da capital, e integrou o Bloco Rasgadinheiro.

Segundo o A8 Sergipe, a ligação de Tonho Baixinho com as manifestações culturais de Aracaju vinha da infância: ele desfilou em escolas de samba, como a Império Serrano, e participou de eventos tradicionais como o Clube do Povo, na Praça Fausto Cardoso. Em 2008, foi homenageado no Carnaval da capital, de acordo com o portal Hora News.

Homenagens

Tonho Baixinho era vice-presidente do Sindicato dos Músicos de Sergipe. O presidente da entidade, Tonico Saraiva, lamentou a morte. “Além de um grande artista, ele era uma pessoa que fazia parte da história da música sergipana e contribuía para a valorização da nossa cultura. Sua ausência deixa uma lacuna entre os músicos e todos aqueles que reconhecem a importância da arte para a identidade do nosso povo”, declarou.

Em nota de pesar, a Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) destacou a contribuição do artista para a memória e a identidade cultural sergipana e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e admiradores.

Com informações do g1 Sergipe, do A8 Sergipe, do Hora News e do Foco SE.

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