Maiores Assembleias de Deus explicitam apoio a Flávio Bolsonaro, e Igreja Universal se mantém neutra no 2º turno

 Maiores Assembleias de Deus explicitam apoio a Flávio Bolsonaro, e Igreja Universal se mantém neutra no 2º turno

Templo da Assembleia de Deus em Fortaleza (imagem ilustrativa, 2015). Foto: Porto Neto/Wikimedia Commons – CC BY-SA 4.0

Na reta final do segundo turno, líderes dos dois maiores ministérios da Assembleia de Deus, o maior grupo evangélico do país, explicitaram apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), enquanto a Igreja Universal do Reino de Deus se mantém neutra. As informações são de reportagem da Folha de S.Paulo publicada na segunda-feira (19).

Família de José Wellington

Segundo a Folha, o deputado Paulo Freire Costa (PL-SP), filho do pastor José Wellington Bezerra da Costa — que presidiu por três décadas a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) —, divulgou no sábado (17) um vídeo em nome da Convenção Fraternal das Assembleias de Deus de São Paulo dizendo que apoiaria Flávio porque “ele defende os nossos princípios”. Em abril, José Wellington havia recebido o senador na igreja e orado por ele.

Madureira

O bispo Samuel Ferreira, presidente da Conamad (Convenção Nacional das Assembleias de Deus Ministério Madureira), recebeu Flávio na festa de cem anos do ministério, seis dias após o primeiro turno. Segundo o jornal, ele disse que não pediria votos — a lei eleitoral proíbe pedido de voto dentro de igrejas —, mas que, se pudesse, defenderia o candidato. Um ano antes, o bispo havia orado com Lula no Palácio do Planalto.

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, disse à Folha que a novidade deste pleito é “gente que não se posicionava se posicionando”.

Universal neutra

A Igreja Universal, que em 2018 e 2022 teve apoio explícito do fundador, bispo Edir Macedo, a Jair Bolsonaro, orienta seus pastores a não apoiar publicamente nenhum dos candidatos. O Republicanos, partido fundado por nomes ligados à igreja, aliou-se a Flávio no segundo turno. O bispo Alessandro Paschoall, interlocutor da Universal com a política, disse em um videocast que não levanta bandeiras de direita, esquerda ou centro e que seu “espectro político é o espectro celestial”.

O segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) será no domingo (25).

Com informações da Folha de S.Paulo.

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