Curitibano sobrevive depois de ser atingido na cabeça por raio enquanto subia montanha no Equador
Prédio histórico da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba (imagem ilustrativa). Foto: Morio/Wikimedia Commons – CC BY-SA 3.0
Um curitibano de 32 anos sobreviveu depois de ser atingido na cabeça por um raio enquanto subia o vulcão extinto El Corazón, na Cordilheira dos Andes, no Equador. Ele conversou com a RPC e preferiu não ser identificado, segundo o g1 PR.
Montanhista experiente, o homem percorria na terça-feira (13) a trilha que leva ao pico do vulcão, a 62 quilômetros de Quito, com um grupo de cerca de 20 pessoas. O tempo estava bom no início, mas perto do fim da trilha uma neblina se formou. No ponto mais alto, ele foi atingido.
“Perto do fim, o tempo fechou com névoa. Não tinha descarga elétrica nenhuma. […] Se tivesse um aviso, é normal, você para, dá meia volta e vai embora. Quando eu cheguei ao cume da montanha, a primeira descarga elétrica que teve foi em mim. Foi realmente bem inesperado”, conta.
O raio atingiu a cabeça, passou pelo corpo e chegou ao pé. A bota e o celular que ele carregava ficaram parcialmente destruídos. Segundo o Corpo de Bombeiros do Equador, outras duas pessoas também foram atingidas e tiveram ferimentos.
Resgate
A equipe que o acompanhava pediu socorro imediatamente. “Eles que me carregaram para descer, porque eu tive que caminhar um pouco. […] trouxeram um cavalo para que eu pudesse, em uma parte, ir a cavalo. Quando eu cheguei, a ambulância já estava me esperando. Foi tudo bem coordenado”, relembra.
Queimaduras e tímpanos perfurados
Em um hospital particular do Equador, ele foi acompanhado por cardiologista, cirurgião plástico, otorrino e clínico geral. Teve queimaduras de 2º grau no tórax e nos membros inferiores e de 3º grau nos pés, além de perfuração dos tímpanos nos dois ouvidos; na cabeça, ficou uma marca do raio. Depois que rins e coração estabilizaram, a equipe passou a controlar as queimaduras.
Com o quadro estável, ele voltou ao Brasil e foi levado do aeroporto direto ao Hospital Evangélico Mackenzie, referência no tratamento de queimados, em Curitiba. Segundo a equipe médica, está estável, lúcido e conversando, com previsão de internação de três a quatro semanas, a depender da evolução.
Com informações do g1 PR e da RPC.

