Aplicativo criado no Ifap e usado em escolas de Macapá ganha prêmio nacional por inclusão de alunos com autismo
Laboratório de informática escolar (imagem ilustrativa). Foto: 褒忠國中 雲端網/Wikimedia Commons – CC BY 2.0
Estudantes do Instituto Federal do Amapá (Ifap) conquistaram o 2º lugar nacional no 15º Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE), considerado o maior evento da área na América Latina. A premiação reconheceu o aplicativo “Conectar”, desenvolvido para auxiliar a aprendizagem de crianças e jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA), informou o g1 Amapá.
O projeto se destacou entre 52 propostas inscritas na categoria de protótipos de aplicativos. Desenvolvido desde 2023 por estudantes, técnicos e professores do Ifap, o Conectar começou a ser usado neste ano nas escolas estaduais Mãe Angélica e Professora Nancy, na Zona Sul de Macapá.
Como funciona
A ferramenta usa recursos interativos e inteligência artificial para estimular a leitura e a escrita e ajuda pais e professores a organizar rotinas personalizadas e a acompanhar o desenvolvimento emocional e escolar dos estudantes.
“Ele possui categorias de pastas com imagens e sua respectiva descrição, que ao ser selecionada, emite uma informação sonora a respeito da figura. Ao usarmos o aplicativo nas escolas, percebemos que tanto as crianças verbais quanto as não verbais recebiam muito bem com o estímulo sonoro”, explicou a estudante Laís Rosa. Segundo ela, o app também beneficia crianças com deficiência visual e intelectual, com músicas para acalmar e jogos que incentivam a relação interpessoal e o reconhecimento de padrões.
“Vimos que o aplicativo realmente desperta uma curiosidade nas crianças, que tendem a querer aprender por curiosidade”, disse a estudante Thielly Guedes.
Três anos de trabalho
Para o coordenador do projeto, Klessis Lopes, o prêmio reconhece um trabalho de três anos. “Isso mostra uma validação do que estamos trabalhando para realizar a inclusão através de ferramentas digitais, com inteligência artificial”, comemorou.
A plataforma também permite que famílias e profissionais acompanhem a evolução dos estudantes. “A família pode e deve acompanhar o andamento do processo diariamente. A plataforma também tem como proposta auxiliar clínicas e outras entidades com dados e informações que podem contribuir para terapias e acompanhamentos”, explicou o coordenador.
Com informações do g1 Amapá e da CBN Amazônia.

