‘Eu sonhei, acreditei e aconteceu’: ex-porteira vira professora na mesma escola em Vitória

 ‘Eu sonhei, acreditei e aconteceu’: ex-porteira vira professora na mesma escola em Vitória

Interior do Palácio Anchieta, em Vitória (imagem ilustrativa). Foto: Paul R. Burley/Wikimedia Commons – CC BY-SA 4.0

Quem passava pelo portão da Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral (EMEFTI) Paulo Freire, em Inhanguetá, em Vitória, estava acostumado com o acolhimento de Sayonara dos Santos. Em 2024, era ela quem recebia os alunos e cuidava da segurança na portaria. Dois anos depois, voltou à mesma escola em outra função: a de professora, segundo o g1 ES e a TV Gazeta.

No Dia do Professor, celebrado na quinta-feira (15), Sayonara contou que a mudança de cargo representa a realização de um sonho antigo.

Trabalho, estudo e maternidade

Formada em Pedagogia desde 2019, Sayonara passou anos conciliando trabalho, estudos e a criação de dois filhos até conseguir atuar na área. Antes de ser pedagoga, ela concluiu um curso técnico de Enfermagem. O emprego de porteira permitiu que também cumprisse as atividades exigidas durante a faculdade.

“Eu trabalhava na escala 12 por 36. Pagava o meu estágio no dia sim, e no dia não. No outro dia, eu estava na portaria”, relembra.

Escolha pela mesma escola

Depois de concluir a graduação, ela se inscreveu no processo seletivo da Prefeitura de Vitória para professores. Aprovada, pôde escolher a unidade onde trabalharia e decidiu voltar à EMEFTI Paulo Freire, onde já havia construído vínculos com a comunidade escolar.

Este é o primeiro ano de Sayonara como professora. À frente das aulas de informática, ela acompanha de perto o desenvolvimento dos estudantes. Para ela, ensinar vai além de transmitir conhecimento: envolve incentivar as crianças a acreditarem na própria capacidade e a construírem seus caminhos por meio da educação.

“Ser professora para mim vai além do sonho. A gente constrói junto com o menino ali a sua vivência, as suas experiências. O principal é não deixar nada abalar a criança, mostrando que ela é capaz, que tudo ela pode, bastando sonhar. Se ele sonha, pode acreditar que vai acontecer. Eu sonhei, acreditei e aconteceu”, afirma.

Com informações do g1 ES e da TV Gazeta.

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