Museu Goeldi celebra 160 anos com solenidade e concerto no Theatro da Paz, em Belém

 Museu Goeldi celebra 160 anos com solenidade e concerto no Theatro da Paz, em Belém

Prédio histórico no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (imagem de arquivo, 2012). Foto: JLPizzol/Wikimedia Commons – CC BY-SA 4.0

O Theatro da Paz, em Belém, recebeu uma solenidade para celebrar os 160 anos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), instituição de pesquisa mais antiga da Amazônia e uma das mais longevas do país. A noite reuniu pesquisadores, funcionários, autoridades e a sociedade civil, segundo o g1 Pará. Fundado oficialmente em 6 de outubro de 1866, o museu mantém programação especial ao longo de todo o mês.

Durante a execução dos hinos nacional e do Pará, projeções no telão resgataram a memória do museu, com imagens de expedições científicas históricas, do Parque Zoobotânico, da Estação Científica Ferreira Penna, na Floresta Nacional de Caxiuanã, e dos laboratórios do Campus de Pesquisa.

Ciência e cooperação

O diretor do museu, Nilson Gabas Júnior, lembrou as origens da instituição. “O museu foi criado não como um museu de história natural, mas como uma associação filomática, e desde então nós temos conseguido produzir conhecimento, formar pessoas, auxiliar no desenvolvimento da Amazônia”, afirmou.

O embaixador da Suíça no Brasil, Hanspeter Mock, destacou a ligação histórica entre os dois: “Se o Museu Paraense tem esse nome, Emílio Goeldi, é por causa do naturalista Emílio Goeldi. E poucas pessoas sabem que ele era suíço”. Ele citou o Pavilhão da Suíça instalado no museu durante a COP30 e o projeto de renovação da Casa Goeldi, no Parque Zoobotânico, por meio de parceria público-privada, para transformá-la em centro de pesquisa, inovação e cultura.

A secretária de Políticas e Programas Estratégicos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Andrea Latge, ressaltou a importância do trabalho continuado do museu: “A ciência é uma história. Não se faz ciência de um dia para o outro”. O presidente da Finep, Luiz Antonio Rodrigues Elias, defendeu que a ciência nacional não sofra descontinuidades.

Jazz e homenagem

Na segunda parte da noite, os 23 músicos da Amazônia Jazz Band, sob regência do maestro Eduardo Lima, apresentaram cerca de uma hora e meia de músicas autorais. A cantora Carol Ferreira interpretou duas canções em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. O concerto foi promovido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult) e do Theatro da Paz, com apoio da Embaixada da Suíça.

Com informações do g1 Pará.

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