Caso de raiva em morcego no Jurunas leva Belém a vacinar cães e gatos e reforçar vigilância
Morcego-vampiro-comum (Desmodus rotundus); a espécie do animal encontrado em Belém não foi informada (imagem ilustrativa). Foto: Charles J. Sharp/Wikimedia Commons – CC BY-SA 4.0
A confirmação do vírus da raiva em um morcego encontrado morto no bairro do Jurunas levou a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) a intensificar a vigilância na região e a promover uma campanha emergencial de vacinação de cães e gatos. A ação foi realizada no sábado (17), na Unidade Saúde da Família (USF) Portal da Amazônia, segundo o g1 Pará.
O morcego foi recolhido pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) em 25 de setembro, na Rua dos Tamoios, perto da Avenida Bernardo Sayão. O resultado positivo para a doença foi divulgado no início de outubro.
Bloqueio em raio de 500 metros
Desde então, a Sesma faz ações de vigilância e bloqueio epidemiológico em um raio de 500 metros do local onde o animal foi encontrado. As equipes investigam a presença de outros morcegos e possíveis contatos desses animais com pessoas e animais domésticos. Agentes de controle de endemias, agentes comunitários de saúde e profissionais da atenção primária visitaram casas para orientar moradores e vacinar cães e gatos com a imunização atrasada.
“Ah, eu fiquei assustada. Ainda mais tão pertinho de casa”, contou a dona de casa Susana da Silva, que teve o cachorro vacinado durante uma das visitas.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Pará não registra casos de raiva em cães e gatos desde 2011.
Doença é quase sempre fatal
A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central e pode ser transmitida aos seres humanos pela saliva de animais infectados, principalmente por mordidas, arranhões ou contato com mucosas e feridas. A letalidade é próxima de 100% depois do aparecimento dos sintomas, mas a doença pode ser prevenida com vacinação e atendimento adequado após a exposição.
Para a professora de epidemiologia do Instituto de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Pará (UFPA) Isis Abel, a identificação do vírus exige atenção, mas as medidas de prevenção e controle já foram adotadas pelas autoridades de saúde.
Como se proteger
A orientação é não tocar nem tentar capturar morcegos encontrados vivos ou mortos e acionar a vigilância de zoonoses. Em caso de mordida, arranhão ou contato suspeito com a saliva de um animal, deve-se lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar atendimento médico para avaliar a necessidade de vacina e soro antirrábico.
Com informações do g1 Pará.

