Caso Rhavy: padrasto é condenado a 50 anos de prisão e mãe a 2 anos e 11 meses por morte de menino em Maceió
Avenida à beira da lagoa em Maceió (imagem de arquivo, 2022). Foto: Daniel Alves/Wikimedia Commons – domínio público
A mãe e o padrasto de Rhavy Abraão Alves de Lima, de 2 anos, foram condenados na noite de segunda-feira (19) pela morte do menino, em maio de 2025, no bairro de Riacho Doce, em Maceió. O julgamento foi realizado no Fórum do Barro Duro, informou o g1 Alagoas.
De acordo com o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL), Manoel Pedro Tavares de Souza foi condenado a 50 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte. Nicole Maria de Lima Braga recebeu pena de dois anos e 11 meses, em regime inicialmente aberto, por omissão. Durante o julgamento, os dois negaram ter assassinado a criança.
O caso
O corpo de Rhavy foi encontrado dentro da residência do casal em 13 de maio de 2025. Inicialmente, o caso foi tratado como morte clínica, mas exames cadavéricos identificaram lesões internas. Um dia após a morte, o Instituto Médico Legal (IML) informou que a criança morreu após sofrer uma ruptura no fígado provocada por agressão, causada por uma pancada nas costas.
Depoimentos
Testemunhas relataram no júri que as agressões contra Rhavy eram frequentes. Segundo os relatos, Nicole era quem agredia o menino e os outros dois filhos. A babá da criança, identificada apenas como Viviane, disse que, dias antes do crime, Rhavy se queixava de dor de cabeça e que já havia visto marcas de agressão no corpo do menino em outras ocasiões.
As testemunhas também relataram um episódio em que Rhavy teve os olhos colados e precisou ser levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, depois, ao Hospital Geral do Estado (HGE) para retirar o material.
O que disse o padrasto
Durante o júri, Manoel Pedro afirmou que não trabalhava na época do crime e que atuava no tráfico de drogas na região de Riacho Doce. “Eu era traficante, mas essas mãos aqui nunca matariam uma criança, até porque nesse meio não é perdoado. Quero que a Justiça seja feita, mas de verdade, e condene quem realmente fez isso com a criança”, declarou.
Com informações do g1 Alagoas e do Ministério Público de Alagoas.

