Recife testa plataforma que troca trajetos a pé ou de bicicleta por descontos e créditos

 Recife testa plataforma que troca trajetos a pé ou de bicicleta por descontos e créditos

Ciclofaixa no Cais José Estelita, no Recife (imagem de arquivo, 2013). Foto: Direitos Urbanos/Wikimedia Commons – CC BY 2.0

A Prefeitura do Recife está testando uma plataforma que transforma deslocamentos cotidianos feitos a pé ou de bicicleta em créditos que podem ser trocados por recompensas. Em um mês de funcionamento, o Mova-se pelo Futuro validou 5.524 trajetos, que somam mais de 20 mil quilômetros percorridos, informou o g1 Pernambuco. Mais de 3 mil pessoas já se cadastraram, e 116 recompensas foram resgatadas.

Segundo o projeto, os deslocamentos validados somaram quase 3 mil horas e representaram uma estimativa de mais de 2,2 mil quilos de gás carbônico que deixaram de ser emitidos, em comparação com os mesmos trajetos feitos de carro. A solução foi desenvolvida e é operada pela startup Bion Global.

Como participar

A participação é voluntária e feita pelo Conecta Recife, aplicativo oficial da prefeitura. É preciso ter conta na plataforma, ser maior de 18 anos e acessar a opção Mova-se pelo Futuro. Antes de sair, o usuário escolhe o meio — caminhada, bicicleta convencional ou elétrica — e inicia o registro; ao chegar, encerra o percurso.

O sistema usa o GPS para verificar se o deslocamento atende aos critérios. A cada 30 quilômetros em trajetos validados, o usuário recebe um crédito H3RO, que pode ser trocado no marketplace da plataforma. Entre os benefícios divulgados estão clube de descontos, redução de 20% em seguro de bicicleta e vouchers de R$ 10 para transporte por aplicativo.

Exercício não conta

Para gerar créditos, o trajeto precisa ter finalidade prática, como ir de casa para o trabalho. Caminhadas de exercício, corridas e pedaladas esportivas ou de lazer não são consideradas. “O que a gente quer é, em vez de ir para a academia de carro, vá andando”, explicou Viviane Kawashima, secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação. Segundo ela, o algoritmo considera distância, tempo, velocidade média e pontos de início e fim, e ainda pode apresentar distorções durante a fase de testes.

De acordo com Marcio Rodrigues, fundador e CEO da Bion, a maioria dos trajetos ocorreu em dias úteis, com picos às 7h e às 17h, em deslocamentos curtos.

O projeto foi selecionado pelo programa EITA Labs, de inovação aberta da prefeitura, e será testado por um ano, sem custos para o município. Ao final, a cidade deverá receber um relatório com dados sobre mobilidade ativa para subsidiar políticas públicas.

Com informações do g1 Pernambuco.

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