Após morte de peixes, equipes de saúde investigam possível intoxicação de moradores na Terra do Rumo, em São Luís
Peixes mortos em canal durante seca no Amazonas (imagem ilustrativa). Foto: Tiago da Mota e Silva/Wikimedia Commons – CC BY-SA 4.0
Equipes de saúde da Prefeitura de São Luís estiveram no sábado (17) na comunidade Terra do Rumo, na zona rural da capital, para investigar uma possível intoxicação de moradores após a morte de centenas de peixes em um igarapé da região, informou o g1 Maranhão.
Moradores relatam aumento de problemas respiratórios e de pele, forte mau cheiro e mudanças na cor da água. No início do mês, a comunidade denunciou um suposto despejo irregular de resíduos químicos que teria origem na fábrica da Solar, empresa do sistema Coca-Cola.
Levantamento de sintomas
Profissionais da Unidade de Saúde da Família do Coqueiro e técnicos da vigilância de riscos visitaram a comunidade e elaboraram relatórios sobre a suspeita de intoxicação. Os casos ainda serão investigados, e não há confirmação de que os sintomas tenham sido causados pela água do igarapé.
Segundo Sérgio Andrade, técnico de vigilância dos riscos associados a desastres, o levantamento busca identificar os problemas de saúde registrados e determinar quais casos precisam de investigação. A autônoma Renata Perria contou que o filho de 2 anos tem pequenas bolinhas no peito e nas costas e coceira intensa. “Quando ele coça de noite ou até de dia mesmo, ele começa a ferir, começa logo a sair sangue, e ele não estava assim.”
Análise da água
Em 8 de outubro, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) coletou amostras de água em quatro pontos do igarapé. Segundo a pasta, as análises estão em andamento, e os resultados serão divulgados após a conclusão.
O presidente do Instituto Reviva Rio, Márcio Cruz, afirma que houve a correção de uma tubulação rompida e melhora na cor da água. “Isso não quer dizer que os nutrientes que foram jogados não estejam lá.” A presidente da associação de moradores, Jéssica Brenda dos Santos, disse que a Solar comunicou que adotaria medidas para reduzir o mau cheiro.
O que diz a empresa
Em nota, a Solar informou que continua apurando a situação e mantém diálogo com moradores, lideranças e autoridades. A empresa afirma que seus efluentes “são tratados em conformidade com os parâmetros técnicos e legais aplicáveis” e são destinados, por meio de emissário, a uma localidade a cerca de 3,5 km da fábrica.
Com informações do g1 Maranhão e da TV Mirante.

