Greve da Transwolff termina após quase 10 horas, e ônibus voltam a circular na Zona Sul de SP

 Greve da Transwolff termina após quase 10 horas, e ônibus voltam a circular na Zona Sul de SP

Ônibus do transporte municipal de São Paulo (imagem ilustrativa). Foto: MacGyver Santista/Wikimedia Commons – CC0

A greve dos funcionários da Transwolff, empresa de ônibus que atende principalmente a Zona Sul de São Paulo, terminou na segunda-feira (19), depois de quase 10 horas de paralisação. Segundo a Prefeitura de São Paulo, a operação das linhas começou a ser normalizada gradativamente a partir das 13h50, informou o g1 SP.

A paralisação afetou cerca de 260 mil passageiros, que precisaram buscar alternativas para se deslocar durante a manhã e o início da tarde. Para reduzir os impactos, foi acionado o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese), que atendeu 37 linhas.

Terminais Grajaú e Varginha

No Terminal Grajaú, das 34 linhas que passam pelo local, 24 são operadas pela Transwolff, cerca de 70% do total. Os ônibus do Paese foram usados para atender passageiros desse terminal e de outros quatro onde a empresa atua. No Terminal Varginha, os passageiros também enfrentaram dificuldades para embarcar; depois do anúncio do fim da greve, o movimento voltou ao normal.

Reivindicações

Os funcionários alegavam problemas com os depósitos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a falta de plano de saúde. A prefeitura afirmou que salários e benefícios estão sendo pagos em dia.

Em nota, a gestão municipal informou que o plano de saúde está em processo licitatório para a contratação de um fornecedor. Sobre o INSS e o FGTS, disse que os depósitos estão sendo feitos integralmente pela SPTrans, em juízo, e que aguarda uma deliberação do Judiciário. A prefeitura também informou que os funcionários que pararam terão o dia descontado.

Empresa sob intervenção

A Transwolff está sob administração direta da Prefeitura de São Paulo e é investigada por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Diretores da empresa já foram presos no âmbito das investigações.

Com informações do g1 SP e da TV Globo.

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