Peixes aparecem mortos no Parque do Utinga, em Belém; calor pode ser a causa, diz Ideflor-Bio
Parque Estadual do Utinga, em Belém (imagem de arquivo, 2023). Foto: Túllio F/Wikimedia Commons – CC BY-SA 4.0
O Parque Estadual do Utinga, em Belém, foi fechado no domingo (18) depois do aparecimento de peixes mortos no Igarapé do Yuna e no Lago Bolonha. Testemunhas que estavam no local relataram ter visto animais mortos e outros tentando respirar nas margens do igarapé, segundo o g1 Pará.
De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), órgão responsável pela unidade de conservação, a causa provável é a baixa oxigenação da água, possivelmente provocada pelas altas temperaturas. A previsão do instituto era retomar as atividades do parque na segunda-feira (19), e, segundo o portal Roma News, o funcionamento foi de fato retomado nesse dia.
O que é a hipóxia
A baixa oxigenação da água, conhecida cientificamente como hipóxia ambiental, ocorre quando a quantidade de oxigênio dissolvido atinge níveis muito baixos para sustentar a vida dos organismos de um ecossistema. O calor intenso pode contribuir para essa redução, o que pode ter causado a morte dos peixes.
Segundo o Ideflor-Bio, a hipótese ainda está sendo investigada. Equipes técnicas fazem a retirada dos peixes para análise e monitoram a qualidade da água no Lago Bolonha e no Igarapé do Yuna. Até a última atualização da reportagem do g1, não havia confirmação sobre a causa do problema.
Calor e El Niño
De acordo com o Roma News, as altas temperaturas registradas nos últimos dias em Belém estão associadas ao El Niño, que atinge o Pará em 2026 com estiagem, calor extremo e risco elevado de queimadas. O fenômeno se intensificou no segundo semestre, tem pico projetado para dezembro, e as máximas podem chegar a 39°C ou 40°C em regiões como o sul do estado e a capital, com forte sensação térmica e formação de ilhas de calor.
O jornal O Liberal informou que pediu um novo posicionamento ao Ideflor-Bio sobre o episódio no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna. O resultado das análises deve indicar o que provocou a morte dos peixes.
Com informações do g1 Pará, de O Liberal, do Roma News e do Ideflor-Bio.

