Gabriel Medina vence nas Filipinas, encerra jejum de mais de três anos e assume a vice-liderança do Mundial de surfe

 Gabriel Medina vence nas Filipinas, encerra jejum de mais de três anos e assume a vice-liderança do Mundial de surfe

Imagem de arquivo (2012): Gabriel Medina durante o Coldwater Classic, em Santa Cruz (EUA). Foto: Jim Bahn/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Gabriel Medina voltou a vencer no Circuito Mundial de surfe. Na madrugada desta terça-feira (3), o tricampeão mundial conquistou o Philippines Pro 2026, disputado em Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, ao derrotar o australiano Jack Robinson na final por 16,93 a 14,50. Foi a primeira vez que uma etapa do Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL) foi realizada no local.

O título encerra um jejum de mais de três anos. A última vitória de Medina na elite havia sido em abril de 2023, em Margaret River, na Austrália, quando ele bateu o norte-americano Griffin Colapinto. Segundo o ge, foram 1.285 dias de espera.

Tubo de 9,43 decidiu a final

Robinson abriu a bateria com uma onda de 6,17, e Medina respondeu logo em seguida com 7,50. Na metade do confronto, o brasileiro encontrou um tubo longo e profundo, avaliado em 9,43 pelos juízes, e deixou o australiano precisando de uma combinação de notas para virar.

Robinson passou a arriscar mais. A 16 minutos do fim, entrou em um tubo, mas caiu e recebeu 6,27. Depois, conseguiu um 8,23, que o tirou da combinação, mas não foi suficiente. Com a prioridade nos minutos finais, Medina marcou o adversário e confirmou o título somando 9,43 e 7,50.

Duelo brasileiro na semifinal

Antes da decisão, Medina eliminou justamente o líder do ranking, Yago Dora, em uma semifinal só de brasileiros. O tricampeão abriu com 8,83, Yago reagiu com 7,00 e 6,50 e chegou a assumir a liderança da bateria, mas Medina voltou à frente com um 6,93 e venceu por 15,76 a 13,50. Na outra semifinal, Jack Robinson superou o compatriota Ethan Ewing por 16,63 a 16,00.

Depois da conquista, Medina foi carregado por Filipe Toledo, que também disputou a etapa e caiu nas quartas de final para Ewing.

Recuperação depois de três vices

A vitória veio na quarta final de Medina em 2026. Antes, ele havia sido vice em Margaret River, em Fiji e em Portugal. Na etapa portuguesa, em Peniche, no dia 23 de outubro, o brasileiro liderava a decisão até a reta final, quando Colapinto conseguiu a virada. Na ocasião, Medina disse estar feliz com o desempenho e afirmou: “espero ter uma chance em Pipe”.

O resultado também tem sabor de volta por cima: segundo o UOL, o surfista ficou fora de toda a temporada de 2025 por causa de uma lesão no ombro.

Briga pelo tetra em Pipeline

Com o título nas Filipinas, Medina subiu da quarta para a segunda posição do ranking mundial e só fica atrás de Yago Dora, que segue na liderança. Italo Ferreira, Griffin Colapinto e Miguel Pupo completam os cinco primeiros colocados.

A temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, entre 8 e 20 de dezembro, quando serão definidos os campeões mundiais de 2026. A etapa final terá pontuação ampliada: o vencedor leva 15 mil pontos, e não 10 mil como nas etapas regulares. Os oito primeiros do ranking entram direto no round 4. Medina chega ao Havaí com chances de conquistar o quarto título mundial da carreira.

Caitlin Simmers vence no feminino

Entre as mulheres, a norte-americana Caitlin Simmers venceu a australiana Isabella Nichols na final por 12,00 a 10,77. Na semifinal, ela passou pela havaiana Carissa Moore por 9,43 a 5,67, em bateria marcada por uma punição por interferência aplicada a Carissa. Com o título, Simmers subiu para a terceira colocação do ranking feminino, liderado pela australiana Molly Picklum, seguida por Carissa Moore.

Com informações de ge, UOL e Waves.

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