Justiça suspende curso de formação da Guarda Municipal de Macapá após MP apontar conflito de interesses

 Justiça suspende curso de formação da Guarda Municipal de Macapá após MP apontar conflito de interesses

Fortaleza de São José de Macapá (imagem de arquivo, 2017). Foto: Athena Vieira/Wikimedia Commons – CC BY-SA 4.0

A 1ª Vara de Fazenda Pública de Macapá atendeu a uma Ação Civil Pública do Ministério Público do Amapá (MP-AP) e determinou, na segunda-feira (19), a suspensão do curso de formação com habilitação em armamento e tiro destinado aos novos integrantes da Guarda Civil Municipal de Macapá (GCMM). A decisão foi tomada após o MP apontar supostas irregularidades em um contrato de R$ 450,3 mil, informou o g1 Amapá.

O curso é destinado a 120 candidatos aprovados no concurso da Guarda realizado em 1º de fevereiro e havia começado justamente na segunda-feira. O concurso ofertou vagas para guarda municipal, guarda músico e agente de trânsito.

Conflito de interesses

Segundo o MP, um servidor em atividade da própria Guarda faz parte do quadro societário da empresa contratada e aparece na proposta técnica como instrutor remunerado do curso. Para o órgão, a situação configura conflito de interesses e impedimento legal.

O Ministério Público também sustenta que a contratação direta não comprovou adequadamente a inviabilidade de concorrência nem a alegada exclusividade da empresa, o que levanta questionamentos sobre a inexigibilidade de licitação. A ação aponta ainda divergências nos estudos técnicos preliminares, pendências de regularidade fiscal da empresa e falta de comprovação da publicação do contrato no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).

A liminar proíbe pagamentos, repasses ou qualquer liquidação financeira à empresa com base no contrato. O MP afirma que a medida tem caráter cautelar e busca preservar o patrimônio público.

Prefeitura vai recorrer

Em nota, a Prefeitura de Macapá disse que apresentou manifestação ao Ministério Público e que aguarda citação e intimação para que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) adote as medidas cabíveis, buscando a sustação da liminar. Segundo o município, o objetivo é “compatibilizar o rigoroso controle da legalidade com a preservação da relevante finalidade social do curso”, sem antecipar conclusões sobre a invalidade da contratação por questões que, na avaliação da gestão, podem ser corrigidas.

Com informações do g1 Amapá e do Ministério Público do Amapá.

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