Governador afasta PMs envolvidos na morte de secretário de Queimados na Avenida Brasil, no Rio
Avenida Portugal, no Rio de Janeiro (imagem ilustrativa). Foto: Donatas Dabravolskas/Wikimedia Commons – CC BY-SA 4.0
O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, determinou o afastamento imediato dos policiais militares envolvidos na abordagem que terminou com a morte do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados, Jefferson Dias da Silva, o Jefferson da Linave, de 51 anos. Ele foi baleado na noite de segunda-feira (19) na Avenida Brasil, na altura da estação do BRT Marinha Mercante, na Penha, Zona Norte do Rio, segundo o g1 Rio.
A Polícia Militar informou que seis policiais participaram da ação, mas cinco foram afastados; quatro admitiram ter feito disparos. Quatro são do 22º BPM (Maré) e um do Batalhão Tático de Motociclistas. A corporação investiga se houve descumprimento do protocolo de abordagem.
Em nota, o governo do estado afirmou que a gravidade do episódio exige uma apuração “rigorosa, célere e transparente”. Segundo o governo, a perícia foi feita no local, as armas dos policiais foram apreendidas e as imagens das câmeras corporais estão sendo analisadas.
A versão dos policiais
De acordo com a portaria da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), os PMs disseram ter recebido pelo rádio a informação de que um BYD branco trafegava em alta velocidade, com uma das rodas aparentemente em chamas. Eles relataram que mandaram o motorista parar perto do Complexo da Maré, que ele não obedeceu e que ouviram tiros em diferentes momentos da perseguição. Um agente do Batalhão Tático disse ter feito sete disparos de fuzil calibre 7,62 mm por perceber uma “situação de perigo iminente”.
Segundo os relatos, o carro furou dois bloqueios, foi interceptado perto da Passarela 14, rodou na pista e bateu na mureta. Os agentes dizem ter atirado nos pneus quando Jefferson tentou dar marcha a ré. Depois que o carro foi imobilizado, eles quebraram um vidro e encontraram o secretário morto. Vídeos gravados por motoristas mostram policiais atirando em direção ao carro.
Origem dos tiros ainda é apurada
O documento afirma que ainda não foi possível determinar de quais armas partiram os disparos que atingiram Jefferson nem a origem dos tiros que os PMs dizem ter ouvido. Até a última atualização da reportagem, não se sabia se ele estava armado. A DHC determinou perícias nas armas, incluindo confronto balístico, se possível. Os seis policiais e a mulher do secretário foram ouvidos. A Corregedoria-Geral da PM também investiga o caso.
Jefferson, empresário do ramo imobiliário, foi vereador três vezes em Queimados. Ele voltava da Barra da Tijuca quando foi abordado.
Com informações do g1 Rio.

