PF faz operação contra rede clandestina de eletrônicos que movimentou R$ 460 milhões em Rio Preto; investigador é alvo

 PF faz operação contra rede clandestina de eletrônicos que movimentou R$ 460 milhões em Rio Preto; investigador é alvo

Vista de São José do Rio Preto (imagem ilustrativa). Foto: Marcos Morelli/Prefeitura de São José do Rio Preto/Wikimedia Commons – CC BY 2.0

A Polícia Federal deflagrou na terça-feira (20), em São José do Rio Preto, uma operação contra uma rede clandestina de importação de produtos eletrônicos, especialmente celulares, que teria movimentado mais de R$ 460 milhões. Um investigador da Polícia Civil, Arthur Henrique de Oliveira Santos, foi um dos alvos, e uma BMW foi apreendida no prédio onde ele mora, segundo o g1 Rio Preto e Araçatuba e a TV TEM. Não havia mandado de prisão contra ele.

Os mandados de busca foram expedidos pela 1ª Vara Federal. Três homens foram presos em flagrante — Gabriel Victor Oliveira Rodrigues, Gabriel da Costa Ricardi e Paulo Henrique Sousa Lopes —, nos bairros São Deocleciano e São Marcos e em um condomínio da Avenida Juscelino Kubitschek. O g1 tentou contato com as defesas.

A polícia apreendeu 28 veículos em uma garagem e encontrou um acessório com identificação falsificada do Poder Judiciário Federal, usado para guardar documentos funcionais. Também foram recolhidos celulares novos, dinheiro, joias, relógios de luxo, drogas, armas, medicamentos para emagrecimento e anabolizantes.

“Freteiros” e condomínios de luxo

Segundo o delegado-chefe da PF, Alexandre Manoel Gonçalves, a investigação começou há cerca de dois anos, a partir de pequenas apreensões de mercadorias. “Foi possível mapear e identificar que não era uma pequena apreensão ou um fato isolado. Ao contrário, é uma organização que fazia parte de um grupo mais estruturado e mais capacitado para fazer grandes volumes”, afirmou.

De acordo com a PF, o grupo usava empresas e pessoas sem capacidade econômica para ocultar a origem dos recursos. Uma das estratégias era recorrer a “freteiros”, que emprestavam o nome para comprar os veículos usados no transporte das mercadorias. Os chefes moravam em condomínios fechados de alto padrão, o que dificultaria a fiscalização.

Tornozeleiras para chefes

A investigação identificou 17 pessoas com atuação mais intensa; oito seriam os principais chefes, e para eles a Justiça Federal autorizou o uso de tornozeleiras eletrônicas. Também foram determinados o bloqueio de bens e a suspensão de perfis em redes sociais usados para vender os aparelhos.

Os investigados podem responder, conforme a participação, por contrabando e descaminho, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Com informações do g1 Rio Preto e Araçatuba, da TV TEM, do Diário da Região e da Polícia Federal.

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