“Covarde”: Rogério Correia (PT-MG) ataca Flávio Bolsonaro no Plenário após carta enviada dos EUA

 “Covarde”: Rogério Correia (PT-MG) ataca Flávio Bolsonaro no Plenário após carta enviada dos EUA

Rogério Correia (PT-MG) discursa no Plenário da Câmara em 28/10/2026. Imagem: reprodução de vídeo/Câmara dos Deputados (CC BY 4.0)

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) ocupou a tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados no fim da sessão desta quarta-feira (28), em nome da Liderança do Governo, para responder à carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) depois de chegar aos Estados Unidos. Em um discurso de cerca de oito minutos, o petista chamou repetidas vezes o candidato derrotado no segundo turno de “covarde”.

“Covarde o Flávio Bolsonaro, como é covarde o seu pai, como é covarde o seu irmão”, disse o deputado, segundo o vídeo e as notas taquigráficas da sessão. “O covarde não tem condições de vir aqui e fazer um pronunciamento para o Brasil depois da derrota.” Em seguida, afirmou que o senador “ia entregar o Brasil para o Trump” e encerrou agradecendo ao presidente Lula, a quem chamou de “herói nacional”.

Brasão antigo e “perseguição”

No início da fala, Correia ironizou o brasão usado na primeira versão da carta, com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação oficial do país até 1967. Segundo a CNN Brasil, a Folha e O Globo, o documento foi substituído minutos depois por uma versão com o brasão atual, da “República Federativa do Brasil”. O deputado também contestou a afirmação de Flávio de que a eleição foi fraudada e criticou a tese de perseguição apresentada pelo senador.

Na carta, Flávio afirmou, sem apresentar provas, que houve fraude no segundo turno, disse sofrer perseguição política e anunciou que pretende liderar a oposição a partir dos EUA. “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, escreveu. Na primeira versão, ele se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”; depois, trocou a expressão por “líder do Brasil”.

O senador é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) em apuração sobre suposta lavagem de dinheiro e nega irregularidades. Ele deixou o país pela fronteira com a Argentina apesar de decisão do ministro Alexandre de Moraes que cancelou seus passaportes. Segundo a Polícia Federal, a restrição a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido, e não há mandado de prisão contra ele.

Oposição defende o senador

Na mesma sessão, parlamentares de oposição saíram em defesa de Flávio. Giovani Cherini (PL-RS) afirmou que o senador “não fugiu” e que foi para os EUA “em função das perseguições que ele sofre aqui no Brasil”. Luiz Lima (NOVO-RJ) disse que Flávio “fez o certo” ao deixar o país, porque, segundo ele, “não seria julgado no País de forma honesta”.

Lula foi reeleito no domingo (25), com cerca de 4,4 milhões de votos de vantagem sobre Flávio.

Com informações da Câmara dos Deputados (vídeo e notas taquigráficas da sessão de 28/10), CNN Brasil, Folha de S.Paulo, O Globo e Polícia Federal.

Related post